Os prefeitos e representantes das oito cidades que compõem o Consórcio Intermunicipal de Manejo dos Resíduos Sólidos da RMC (Região Metropolitana de Campinas), o “Consórcio do Lixo”, conheceram na manhã desta terça-feira, 6 de dezembro, uma tecnologia de destinação final de resíduos sólidos urbanos e de construção civil de uma usina, através de processador de leito fluidizado, desenvolvido pela multinacional Interport. No Brasil, não há nenhuma usina construída que se utilize desta tecnologia.

“Já tivemos apresentações de diversas empresas e é importante para que possamos encontrar o melhor sistema de destinação para o resíduo das oito cidades. Os processos apresentados são sempre diferentes um do outro, sempre dentro da legislação. Isso causa maior estudo e preocupação por parte dos municípios neste processo da escolha pela melhor tecnologia”, disse os prefeito de Nova Odessa, Manoel Samartin.

O prefeito de Sumaré (e presidente do Consórcio), José Antonio Bacchim, lembrou que “a apresentação, assim como as anteriores, serve para que as cidades conheçam as possíveis interessadas pela destinação dos resíduos, no entanto, tudo depende de um processo de licitatório”.

De acordo com a explanação desta terça, no primeiro momento, a empresa se comprometeria a receber o resíduo de todas as cidades e de realizar um enfardamento temporário. A média de preço por tonelada destinada à usina seria de R$ 50. A segunda fase, de construção e manutenção de uma sede para usina, faria parte de outra etapa do contrato. Neste caso, todo o gasto ficaria por conta da empresa privada, sem gerar qualquer custo adicional às cidades, apenas o pré-estabelecido para cada tonelada.

“Esta tecnologia é um processo de combustão e não de incineração. O resíduo final se transforma em uma pedra e os gases são tratados. Conseguimos eliminar os problemas de emissões de poluentes e atender as normas ambientais”, disse Gilmar Zanatta, um dos representantes da empresa. “A proposta inicial ao Consórcio é em especial para a primeira fase, que é a de recebimento do material, como forma de destinação final das Prefeituras”, completou Paulo Domingos, que também representou a Interport na reunião.

Durante a apresentação, o corpo técnico do Consórcio conheceu o diagrama esquemático da usina, com capacidade para 1.000 toneladas de resíduos por dia, produto final inerte (pedregulho) possivelmente utilizado em construção civil, vantagens na manutenção e operação, sistema de monitoramento, benefícios sócio ambientais e outros detalhes.

No total, cerca de 30 pessoas participaram do encontro que aconteceu no auditório da Prefeitura de Nova Odessa, sede das reuniões mensais do Consórcio. A reunião ordinária também contou com a presença dos prefeitos de: Santa Bárbara d’Oeste - Mário Heins, Hortolândia – Ângelo Perugini e Elias Fausto – Cyro Maia. Americana, Monte Mor e Capivari enviaram representantes. A vice-prefeita de Nova Odessa, Salime Abdo, também acompanhou a reunião

A Interport está há 37 anos no mercado e foi a pioneira na detenção da patente desta tecnologia. São diversas usinas implantadas em nove países, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Japão, entre outros. A CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) também já conhece a tecnologia.

Nayara de Oliveira